Este ano eu estou trabalhando como professora substituta em uma escola e percebo muitas dificuldades na questão do estabelecimento de vínculos e no desenvolvimento de sequências no trabalho. Com relação aos alunos especiais, esses aspectos comprometem muito a intervenção.
Na minha escola tem alguns alunos com deficiência e um dia eu fui dar aula na sala de um deles, uma aluna de quarta série com 15 anos deficiente intelectual, uma menina muito carinhosa e amável. A turma é extremamente agitada, mas os alunos demonstram muita atenção com a aluna. A atividade proposta para a turma era cópia, leitura e interpretação de um texto jornalístico. Eu não sabia muito bem o que fazer para que ela participasse, então fiz a leitura, mostrei as imagens que ilustravam o texto e fiz as perguntas sobre a notícia. A aluna conseguiu compreender e responder todas as perguntas.
Nesse momento pude perceber que um pequeno ajuste, uma atenção maior, uma alternativa para facilitar a atividade foi suficiente para que ela pudesse participar, apesar de suas limitações.
Às vezes achamos que é necessário fazer mudanças de grande porte para promovermos a inclusão, quando na maioria dos casos, é nos pequenos gestos que se constroem grandes mudanças...
Luisa Quandt
Luisa Quandt
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Experiência de trabalho com alunos com deficiência
Relato de experiências com alunos com deficiência
CEI (Centro Educacional Infantil)
Em 2004 tive uma experiência com uma aluna de 4 anos. Ela tinha deficiência intelectual e física, provável seqüela de paralisia cerebral. Usava fralda, não falava, tinha dificuldade motora e não mantinha contato e socialização com os colegas e professores.
Eu nunca tinha trabalhado com alunos “deficientes” e sabia poucas informações na época. A primeira atitude que tomei foi ensinar a aluna a usar o banheiro. Eu a levava ao banheiro várias vezes ao dia. Com o tempo, ela passou a ir sozinha.
Procurava sempre estabelecer diálogo com ela, a chamava para brincar, oferecia materiais para expressão artística e demonstrava carinho por ela.
Não consegui implementar um sistema de comunicação alternativa, mas no final do ano percebi que ela estava mais alegre, interagia melhor com os colegas e até me chamava para vê-la brincando com um balbucio que eu conseguia interpretar como “prô”...
Foi uma experiência que me ensinou muito sobre as formas de se olhar e compreender uma pessoa assim como ela é, com seus defeitos e qualidades.
Luisa Quandt
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Programa Inclui e os Serviços de Atendimento às Necessidades Especiais
Os serviços de Educação Especial da Rede Municipal de Ensino atendem crianças, adolescentes, jovens e adultos com deficiência intelectual, visual, física, auditiva e múltipla, surdocegos, alunos com condutas típicas de quadros neurológicos, psiquiátricos e psicológicos, com altas habilidades e superdotação que, no contexto escolar, evidenciam necessidades educacionais especiais e demandam atendimento educacional especializado.
Em 2010, esses alunos passaram a fazer parte do maior e mais completo programa de inclusão nas escolas – o Inclui. Mais um passo da Secretaria Municipal de Educação para que a cidade de São Paulo tenha escolas cada vez mais adaptadas e acolhedoras.
Além de formação específica para os professores, ambiente e materiais adequados, os alunos com deficiências mais severas contam hoje com um auxiliar para que possam participar melhor das atividades escolares. Uma equipe multidisciplinar – que conta com médicos, fisioterapeutas, psicólogos e outros profissionais – acompanha os alunos e ajuda a escola e as famílias a contribuírem para o desenvolvimento desses estudantes e atendê-los de forma mais adequada.
Portal SME/ SP: http://portalsme.prefeitura.sp.gov.br/
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