segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Pequenas ações podem fazer diferença

              Este ano eu estou trabalhando como professora substituta em uma escola e percebo muitas dificuldades na questão do estabelecimento de vínculos e no desenvolvimento de sequências no trabalho. Com relação aos alunos especiais, esses aspectos comprometem muito a intervenção.
              Na minha escola tem alguns alunos com deficiência e um dia eu fui dar aula na sala de um deles, uma aluna de quarta série com 15 anos deficiente intelectual, uma menina muito carinhosa e amável. A turma é extremamente agitada, mas os alunos demonstram muita atenção com a aluna. A atividade proposta para a turma era cópia, leitura e interpretação de um texto jornalístico. Eu não sabia muito bem o que fazer para que ela participasse, então fiz a leitura, mostrei as imagens que ilustravam o texto e fiz as perguntas sobre a notícia. A aluna conseguiu compreender e responder todas as perguntas.
             Nesse momento pude perceber que um pequeno ajuste, uma atenção maior, uma alternativa para facilitar a atividade foi suficiente para que ela pudesse participar, apesar de suas limitações.
             Às vezes achamos que é necessário fazer mudanças de grande porte para promovermos a inclusão, quando na maioria dos casos, é nos pequenos gestos que se constroem grandes mudanças...
Luisa Quandt
            

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